13 de jun de 2010

CONFUSÃO


Uma meditação não é um compêndio teológico. Não tenho e nem posso ter a presunção de passar, nestas meditações, uma "profundidade" teológica onde o "novo" é revelado. Elas são apenas minhas impressões do texto que estou lendo aplicado ao momento que estou passando. É como a comida de hoje para hoje. Amanhã como outra vez!

Meditando no texto de Lc. 7 18-23 vejo uma verdade reveladora: Mesmo um "herói" na fé, tem seus momentos de dúvida e incerteza.

João Batista, primo segundo de Jesus, aquele que não se achou digno de batizá-lo pois sabia que ele era, estava enviando dois de seus discípulos para perguntarem a Jesus se ele era o Messias ou seria outro?

João Batista, a "voz que clama no deserto" estava em dúvida sobre a identidade de Jesus?

Ele estava apenas usando de uma estratégia para enviar os seus discípulos para Jesus porque a sua "hora" estava chegando, e queria que eles vissem com seus olhos e ouvissem com seus ouvidos da "fonte" de vida? Ou ele estava abalado com as circunstãncias adversas que enfrentava?

No verso 23, Jesus declara que "Felizes são as pessoas que não duvidam de mim".

Diante deste versículo, minha interpretação fica com a a segunda posição: João estava abalado pelas lutas que passava.

Bom, tenho visto muitas pessoas "repensarem" sua fé devido as circunstãncia. Mesmo eu já "balancei" várias vezes diante dos problemas.

Será que estou na direção certa?

Será que a minha fé é verdadeira?

Será que Jesus está comigo?

Será que Ele me ouve?

Será que esta igreja é a certa?

Será que Deus está falando através daquele "cara" lá no púlpito?

Será que Deus está comigo nesta luta?

Ei Deus, cadê você? Olha pra mim eu canto, me escuta eu grito, me ajuda "escorre" pelo meu gemido.

Tudo bem. Talvez nada disso tenha acontecido com João Batista, agora, comigo, quantas vezes.

O "hoje" me influencia mais que o "ontem".

As lutas de agora são maiores que a de outrora, pois vivemos mais o momento presente.

Preciso tomar cuidado para não esquecer da aliança, do compromisso, das promessas, do amor revelado na cruz. O que passei "pavimenta" o que estou passando.

Paz!

Nenhum comentário:

Postar um comentário