9 de jul de 2010

PAIS AMOROSOS, FILHOS TRANSFORMADOS


Este foi o tema da terceira mensagem da campanha de quinta feira.
Em Ml. 4:6 encontro um texto pertinente a este tema.
Versão Corrigida Fiel “E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição”.
Versão NTLH “Ele fará com que pais e filhos façam as pazes para que eu não venha castigar o país e destruí-lo completamente”.
Pesquisando sobre o assunto, encontrei uma palavra "legal" sobre como "converter" os corações dos pais aos filhos e vice-versa.

O homem foi criado pela Presença.
Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Gn. 2:7.
Deus não enviou anjos para fazer este trabalho, não nos criou por procuração. O que ocorreu um envolvimento pessoal – Deus tocou no ser humano ao criá-lo. Isso representa profunda intimidade, desejo de estar perto!
Presença é fundamental no processo educativo.
O que é mais importante na educação: convívio ou discurso?
Esse tipo de envolvimento é fundamental no processo de formação do caráter de um filho.
Nenhum discurso será eficiente sem o relacionamento. Os pais devem dedicar a seus filhos tempo; relacionar-se com eles; associar-se com eles em seus trabalhos e brinquedos e conquistar a confiança. Assim eles se tornarão uma forte influência para o bem.
O que mais transmite amor: presentes ou presença?
Presentes sem presença podem significar suborno ou outra coisa qualquer. O que mais transmite amor é a presença!
O que é mais importante: sentimento de amor ou relacionamento?
“Relacionamento são os trilhos e o amor é o trem que neles anda.”
Amor nasce, cresce e existe apenas através do relacionamento. Os filhos costumam seguir àqueles a quem admiram. Portanto, amor não pode existir sem relacionamento e sem presença! Para os filhos, o maior presente é estar presente!
Se o contato for amoroso e cativante, a influência dos pais será muito grande: As crianças devem ser tratadas com imparcialidade, ternura e amor cristãos.
Isto dará para vocês uma forte influência sobre elas, e sentirão que podem depor ilimitada confiança em vocês. Lancem em torno de seus filhos os encantos do lar e de seu convívio. Devido ao mal que há agora no mundo, e à restrição que é necessário impor-se aos filhos, os pais devem ter duplo cuidado de ligá-los ao próprio coração, fazendo-os ver que os desejam tornar felizes.
Influência Sobre os Filhos Depende de Tempo e Permanência
Se você tem pouco tempo, apenas “tempo de qualidade” seria suficiente?
Se você está com pressa e procura cozinhar o feijão providenciando um “fogo de qualidade”, ou seja, uma temperatura bem mais alta, pode acabar queimando o alimento. O feijão, para ser bem cozido, precisa de um fogo mais brando por um tempo mais longo.
Portanto, os filhos precisam de “tempo de exposição”. Precisam estar expostos à vida dos pais, precisam ver como eles resolvem os problemas da vida, como se relacionam entre si e com Deus. E se os pais forem amorosos e firmes, os filhos terão muito mais facilidade para segui-los.
O pai pode exercer sobre os filhos uma influência que será mais forte que os atrativos do mundo. Seja qual for o caráter de sua atividade, não é de tão grande importância que lhe sirva de escusas por negligenciar a obra de educar e preparar seus filhos a fim de se conservarem no caminho do Senhor
Assim, também ocorre em nosso relacionamento com Deus. Precisamos de tempo de exposição à presença do Senhor para que nosso caráter seja transformado.
Contemplando como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados...” I Co. 3:18.
Filhos que Não Têm a Presença dos Pais:
Desenvolvem baixa noção de valor.
Pensam: “Se meus pais não estão comigo agora, é provavelmente por estarem fazendo uma coisa mais importante. Portanto, eu sou menos importante!”
Desenvolvem baixa noção de pertencimento
A noção do pertencimento (Eu pertenço a um grupo, a uma família. Sou uma pessoa querida por esta família) é formada especialmente nos primeiros anos e será muito importante durante a adolescência e no processo de individuação, que é quando o adolescente começa a se “descolar” da família. Quando não encontra o pertencimento em casa, vai buscar em outro lugar. Desse modo, a baixa noção de pertencimento pode levar à busca de amizades mais disponíveis e influências corruptoras. Por isso, os pais devem "lançar" em torno de seus filhos os encantos do lar e de seu convívio. Se fizerem assim, não terão tanto desejo do convívio de companheiros jovens.
Sofrem perda da função protetora da família.
Quando os pais não estão presentes, não podem impedir que filhos assistam a programas impróprios na TV, naveguem por sites desaconselháveis ou escutem músicas mundanas.
Quando não estão presentes, os pais não conhecem devidamente as amizades dos filhos e não conseguem protegê-los de más amizades.
Os filhos não têm maturidade suficiente para fazer escolhas sábias. Precisam da orientação (e da supervisão) dos pais.
Deus criou a família para que os filhos fossem protegidos através dos pais. Mas quando estes não estão presentes, a família deixa de exercer esse papel protetor.
Desenvolvem excessiva individualidade
Criam-se praticamente sozinhos. Por um lado, aprendem a “se virar”. Por outro lado, estudos comprovam que essa excessiva individualidade vai produzir uma forte tendência para a marginalidade.
Sem regras e sem limites impostos pela presença dos pais, as escolhas vão seguir o rumo do coração pecaminoso.
Concluindo, a intimidade e presença é o maior desejo de Deus para conosco.
A intimidade do Senhor é para aqueles que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança.” Sl. 25:14.
Para Deus, o mais importante é o relacionamento. Depois vem o desempenho, as obras.
Quando nos esquecemos de parar para nos relacionar com Deus, também vamos nos esquecer de parar para nos relacionar com o cônjuge e com os filhos, e a vida da família se desestrutura.

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