19 de ago de 2010

FAMILIARIDADE OU INTIMIDADE?

CAMPANHA DESATANDO AS AMARRAS
Segunda semana: Amarras Familiares
Texto: II Sm. 6:1-11 (I Cr. 13)
Introdução:
Depois que a arca foi roubada pelos filisteus, na época de Eli e seus filhos ímpios, ficou sete meses com eles, mas foi devolvida em meio a uma série de sofrimentos e juízos divinos.
Daí ela foi parar em Bete-semes. O povo de lá a recebeu com curiosidade e, ignorando completamente as leis levíticas e sacerdotais, abriram a arca santa para olhar dentro! Deus então feriu mais de cinqüenta mil homens, para se fazer entendido. Os Bete-semitas ao invés de se arrependerem e se preparem para a tarefa de se comportarem com a arca de maneira apropriada, não, trataram de se livrar dela rapidamente. Chamaram os homens de Quiriate-Jearim e deram o “presente de grego” para eles.
Já o pessoal de Quiriate era diferente. A casa de Abinadabe, que não era levita, foi escolhida e seu filho Eleazar foi consagrado para ser o guardador da arca. Inicialmente, tudo correu bem, ninguém teve hemorróida nem foi fulminado. A arca ficou na casa dele, tranqüila, por cerca de vinte anos...
Desenvolvimento:
Até que, a arca foi levada, este era o plano, de volta à Jerusalém. Davi estava ansioso por restaurar a arca do Senhor ao local onde ela pertencia. Mandou trazer a arca. O pessoal se põe a caminho.
Colocam a arca num carro de boi e pé na estrada. Só que um dos bois, lá pelas tantas dá um tropeção. A arca balança, balança, vai cair... A Bíblia não diz se havia alguém entre Uzá e a arca neste momento, mas parece que não. Uzá era o sujeito mais próximo. Era filho de Abinadabe, tinha com a presença da arca em sua casa. Vinte anos de convivência. A arca para ele era como uma peça de mobília ou um cachorrinho de estimação e esta familiaridade lhe foi fatal. Para impedir a arca de cair, Uzá toca na arca.
Aparentemente não foi um toque desrespeitoso, profano. Parecia um toque necessário, até emergencial, acostumado, mas Deus não levou isto em consideração. Foi tocar e cair fulminado, imediatamente.
O menino que cresceu acostumado à presença da arca da aliança em sua própria casa, agora homem, cai fulminado na frente de todos por um raio de Deus.
Davi temeu ao Senhor e levou a arca para a casa de Obede-Edom, o giteu. Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses.
Obede-Edom, levita, cuja descendência serviu ao Senhor fazendo parte dos cantores dos turnos de adoração 24 horas diante da arca da aliança (I Cr 15:21, 25; 16:5) na época do rei Davi, foi abençoado bem como toda a sua família.
É muito interessante que a arca tenha ficado na casa de Abinadabe e nada de extraordinário acontecera em vinte anos. Provavelmente Abinadabe apenas “tolerava” a presença da arca em sua casa… Mas na casa de Obede-Edom a bênção chegara de maneira muito visível em apenas três meses…
Podemos comparar Abinadabe e Obede-Edom com os cristãos que recebem Jesus em suas vidas e seus lares, mas com o passar do tempo tem atitudes diferentes diante da presença do Senhor.
Quantos aqui abriram suas casas para o velho santuário ou a moderna Palavra de Cristo no Lar para receber a “arca da aliança”, ou seja, a presença do Senhor, representada pela Bíblia e pela mensagem que o obreiro leva semanalmente.
Quantos foram abençoados, seus lares foram transformados?
Mas alguns fizeram como Abinadabe. Ele não valorizava mais, ficou acostumado, familiarizado com a presença do Senhor e isso foi desvalorizado, banalizado.
Agora, Obede Edom foi diferente. Ele foi abençoado porque:
Ele se dispôs a receber a arca mesmo correndo riscos.
Obede-Edom pagou o preço exigido para ter a arca em sua casa.
Obede-Edom estava capacitado para abrir a sua casa para receber a arca: Ele era um levita, por isso poderia tocar na arca, conduzi-la e ministrar ao Senhor diante dela.
Entenda, cada cristão é um sacerdote do Senhor (I Pe 2:9) e está apto para conduzir a arca e recebê-la em sua casa. Esse ministério maravilhoso de “ter a igreja em sua casa” requer intimidade como resultado da familiaridade.
Obede-Edom era submisso ao seu rei
O Espírito Santo quer mover os corações para abrirmos a nossa casa para receber a “arca do Senhor”, isto é, a Palavra de Cristo no Lar.
A obediência de Obede-Edom foi recompensada, assim como a promessa do Senhor a todos que O servem.
Como cristãos (levitas) temos dois caminhos a seguir: O caminho da familiaridade ou O caminho da intimidade. Qual você deseja?
Qual você deseja para a sua família?
Você pode estar se perguntando o que a história de Abinadabe, Obede Edon, Palavra de Cristo no Lar tem a ver com amarrar familiares:
Como está sua casa, sua família, Suas finanças, Sua saúde, o amor familiar, a paz no lar?
O que está faltando ou amarrando o progresso familiar?
Porque a sua casa não prospera? Porque seus filhos não obedecem?
Porque falta familiaridade que leva a intimidade ou tem muita familiaridade e pouca intimidade, ou nem uma das duas.
Pense sobre isso, ore sobre isso e faça a coisa certa!

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